zeldathemes
O corujal
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Ando estudando física.
Eu prometi que me esforçaria na faculdade, não prometi? Além do mais, precisava ocupar a cabeça com alguma coisa.
Dizem por aí que as forças da natureza são sempre vistas aos pares. Que não existe uma ação, sem uma reação proporcional. Que é impossível analisar uma coisa, sem outra.
Mas nunca funciona assim com os relacionamentos. A gente tem que sentir falta de alguém, sem que essa pessoa sinta uma saudade proporcional. Cadê a lógica? Cadê a física? Por que diabos eu tenho de sentir tudo isso, sem que a outra parte sinta absolutamente nada?
“Sentimento de merda”, como tu costumava dizer, Alice. Eu achava que a coisa mais agradável do universo era o meio termo, o equilíbrio. Mas agora eu entendo por que tu tinhas tanto pavor dessa indecisão, desse lusco-fusco.
É ação demais, pra reação de menos.
Cartas para Alice
  #Meus    #textos  
Este senhor muito simpático na imagem chama-se Murilo Rubião, para quem não conhece. E ele foi um escritor brasileiro do gênero realista fantástico no século passado.Meu caso com o Rubião é o seguinte: fui obrigada (agora chega até a doer ter que usar essa palavra) a ler a obra com os contos dele, pois é uma das leituras obrigatórias para o vestibular que eu vou prestar. Defendendo a honestidade e a honra (cof) da página, preciso admitir: no começo eu detestei. Os contos acabavam do nada, não fazia sentido, parecia uma viagem de ácido (e olha que eu sou fã do Carrol). Mas depois que fui acostumando com o estilo, com as “artimanhas” do autor, eu realmente me apaixonei. São 33 contos distintos, mas que trazem muitos detalhes comuns entre si, e cada um dos 33 tem milhares de significados escondidos nas entrelinhas. Dá pra dar uma viajada, uma filosofada em cima da coisa. É simplesmente genial.
Pra quem quiser ter uma ideia do que se trata a loucura toda, aqui tem uma análise muito bacana do Literatortura sobre um dos contos do livro.
Portanto, caso tenham tempo/oportunidade de ler a Obra Completa de Murilo Rubião, façam!

Este senhor muito simpático na imagem chama-se Murilo Rubião, para quem não conhece. E ele foi um escritor brasileiro do gênero realista fantástico no século passado.
Meu caso com o Rubião é o seguinte: fui obrigada (agora chega até a doer ter que usar essa palavra) a ler a obra com os contos dele, pois é uma das leituras obrigatórias para o vestibular que eu vou prestar. Defendendo a honestidade e a honra (cof) da página, preciso admitir: no começo eu detestei. Os contos acabavam do nada, não fazia sentido, parecia uma viagem de ácido (e olha que eu sou fã do Carrol). Mas depois que fui acostumando com o estilo, com as “artimanhas” do autor, eu realmente me apaixonei. São 33 contos distintos, mas que trazem muitos detalhes comuns entre si, e cada um dos 33 tem milhares de significados escondidos nas entrelinhas. Dá pra dar uma viajada, uma filosofada em cima da coisa. É simplesmente genial.

Pra quem quiser ter uma ideia do que se trata a loucura toda, aqui tem uma análise muito bacana do Literatortura sobre um dos contos do livro.

Portanto, caso tenham tempo/oportunidade de ler a Obra Completa de Murilo Rubião, façam!

  #porqueler    #rubião  
Booooooa Tarde! Amei o tumblr, é simplesmente perfeito! Um dos melhores tumblr literários que eu já vi! Parabéns! Seguindo :3


Muitíssimo obrigada! Fico lisonjeada. Seja muito bem-vinda!

Ele não gosta de você. Eu sei que não gosta, e no fundo você também sabe, por que nós te conhecemos, e conhecemos ele também.
A coisa toda começa pelo fato de que ele nunca te ligou. Nunca, nem uma vez. E você sabe o que dizem, não sabe? Em país de whatsapp, uma ligação é prova de amor. Se não ligou, não gosta e pronto. Você sabe, você lembra… todos aqueles que já gostaram de você um dia já te ligaram, pelo menos uma vez, nem que fosse com um pretexto besta de “pensei ter visto uma chamada perdida sua aqui, e liguei de volta pra saber o que era”, como se os registros de chamadas não tivessem evoluído junto com os celulares.
Ele também nunca te convidou pra sair. Todas as vezes que vocês se viram, foi você quem sugeriu, ou foi algum lugar que ambos iam por conveniência. Eu sei que você já deve ter pensado em mil desculpas para isso, coisas do tipo “ele trabalha demais, estuda demais, é tímido, é inseguro”… não! Não importa o quão tímido ele seja, o quão ocupada seja a agenda semanal dele, ele vai dar um jeito de te convidar pra sair se ele estiver com vontade. Nem que seja por uma brincadeira, uma indireta, um “estou muito afim de ver aquele filme, mas não tenho companhia”. Aliás, indiretas essas que você já deu aos baldes, e nenhuma foi bem sucedida. Tá aí, outro motivo…
Mais uma ainda no conceito anterior: quando vocês se viam, ele não largava o celular. Não adianta, quem quer dá atenção. Se existem coisas e pessoas mais importantes do outro lado da tela, que não podem esperar algumas horas para serem respondidas, quem sabe você não seja tão interessante para ele. E essa tese é reforçada se, quando estão longe, ele visualiza as suas mensagens e não responde. Não adianta imaginar “ele não viu, estava ocupado, não conseguiu responder”. Até por que quando a pessoa está interessada, ela visualiza seu contato mesmo que não esteja acontecendo conversa nenhuma, na esperança de que apareça alguma coisa. Você sabe! Você faz isso o tempo todo!
Ele não gosta de você. Mas tudo bem, ele não é o primeiro, nem será o último… vai por mim, ninguém morre de amor. Ou da falta dele. Agora parece tudo muito triste, muito confuso, mas tudo bem. Isso passa. Sempre passa! E você sabe que quando passa, a gente sempre pensa “não valeu nenhuma das vezes que eu peguei o celular só pra ver se ele estava online”.
Unknown
  #textos  
Queria conhecer a mente incrível por trás dos parágrafos angustiados. Acho, por incrível que pareça, genial a tua indiferença, acho magnífica a solidão por trás das duas palavras. Não pense que fico feliz de vê-las, mas isso não faz delas menos bonitas. Saiba que tens um grande admirador, guria.

Anônimo

Uau! Não sei o que dizer. Aliás, sei, obrigada! De verdade!

vocês não tem mais parcerias?

Anônimo

A gente ficou desativado por um tempo, então a situação das parcerias ainda não foi resolvida.

Eu sei que já é a terceira vez essa semana que eu te escrevo, mas eu só tenho a ti para recorrer. Tu vai rir de mim, eu sei. Vai me chamar de menino bobo e dizer que eu já estou na idade de aprender a viver, eu sei. Mas eu não entendo esse teu “aprender a viver”. A gente tem que deixar de ser quem é pra conseguir sobreviver nessa loucura? Queria que tu estivesses aqui, que pudesse me ensinar como fazer. Tu ainda me deves uma cerveja.
Afinal, como foi que tu aprendeste? Como é que tu tiraste o coração do peito pra evitar que ele fosse usado? Ou alguém tirou pra ti? Talvez seja esse o meu problema… Eu ainda tenho um coração, eu ainda faço uso. Num mundo onde não devia. Será que a culpa é dessa minha mania de procurar amor onde não tem? De achar que todos são como eu e que cada demonstração é uma demonstração de afeto? Acho que tu tens razão, Alice. Eu estou mesmo fodido.
Mas isso é tudo o que eu tenho. Esses olhos desprotegidos que procuram esperanças em cada abrir de portas, em cada dobrar de esquinas, em cada fila de banco. Eu sempre acredito que aqui ou ali, na porta do elevador ou no estacionamento do shopping, vai aparecer alguém capaz de me tirar dessa inércia dos infernos. Tu sabes o que diz a lei da inércia, não sabe? Pois é. Tenho a sensação de que se alguém não quebrar o ciclo, eu ficarei eternamente preso nele. Mas ninguém quebra. Estão todos ocupados demais com os próprios ciclos, as próprias inércias.
Não pense que eu estou falando de paixão, de amor em seu sentido literal. Tu tinhas razão quando dizia, um dia a gente cansa dessas bobagens, dessas mesquinharias. A gente cansa de esperar e de buscar pelo que não vem. A gente desacredita. Acho que eu desacreditei, mas ainda tenho fé nas pessoas. Não espero mais pelo amor da minha vida, mas por alguém que me desperte desse sono quase eterno. Alguém que me desperte qualquer coisa.
Já nem lembro quanto tempo faz desde a última vez que alguém me despertou. Será que alguém já me despertou? Eu não sei.
Sentimento de merda esse, não é? Esse de querer mudar algo, mas não saber o que precisa ser mudado. De precisar adquirir algo, mas não saber o que está faltando. Que agonia dos infernos, Alice! Eu só queria uma luz, um norte, uma seta qualquer que piscasse neon nos meus olhos e dissesse “Acorda, guri! Vai pra esse lado que é mais bacana!” Mas tudo que eu enxergo é uma auto estrada vazia e reta. E o pior, sem cruzamentos que me deem opções, ou a oportunidade de um choque.
Nos meus tempos de superficialidade, onde eu achava que tudo podia ser destilado no meio do álcool, boa música e garotas fáceis, tudo o que eu queria era um caminho reto e que mantivesse o meu padrão. Eu estava acomodado, achava que nunca ia me cansar daqueles lugares cheios de pessoas vazias. Quem diria que um dia eu estaria implorando para ser tirado do piloto automático, implorando por um cruzamento… Implorando por uma colisão.


Não ria da minha desgraça, Alice. E aguarde a próxima choradeira transcrita em papel.

  #Meus    #textos  

Eu não entendo o mundo, Alice. Eu não entendo quando foi que o problema deixou de ser as pessoas que não se importavam, e passou a ser as pessoas que fingem não se importar. Eu sei que as coisas são assim, mas eu não consigo compreender por que as pessoas levam para responder um sms o tempo que levariam para enviar uma carta, só para não parecerem “disponíveis” demais. Por que é que as pessoas se preocupam em quem vai ser o mais indiferente? Por que é que as relações humanas deixaram de ser naturais, e passaram a ser um contrato plastificado por regras como “a última vez quem puxou assunto fui eu, agora é a vez dele”? As pessoas deixam de fazer aquilo que elas têm vontade, por que não podem mostrar interesse demais. As pessoas acham que ouvir um “não” como resposta ao convite, é pior do que tomar uma cerveja sozinho na sexta-feira à noite por que não teve coragem o suficiente para convidar uma companhia. Que medo ridículo é esse que as pessoas desenvolveram da espontaneidade? É por isso que os relacionamentos são tão mesquinhos, tão sem graça. É preciso ter certeza das intenções de alguém para tomar uma iniciativa.
Acho que esse mundo não é pra mim, Alice. Eu não sei viver assim, sem surpresa, sem frio na barriga, sem beijo roubado. Quem sabe eu seja mesmo “um caso perdido de romantismo perdido”, como tu costumava me dizer. Quem sabe eu acredite em por do sol, em um post it na mesa do trabalho, em mensagens de madrugada. Quem sabe eu ainda ache que é melhor dizer de uma vez aquilo que se quer dizer e correr o risco de ouvir um “não”, do que guardar tudo pra mim e correr o risco de perder uma oportunidade. Eu não sei me expressar pela metade, por que eu preciso demonstrar menos interesse. Afinal, de onde diabos a humanidade tirou essa bobagem toda?


Volte logo, e me convide para tomar uma cerveja.

  #Meus    #textos  
“Eu só estou cansada demais pra isso tudo” ela me disse, e os olhos transmitiam ainda mais cansaço do que as palavras. Eu sabia do que ela estava falando. Sabia como era estar cansado de autoestradas vazias, de achar que a emoção da liberdade vai ser suficiente, e no fim descobrir que a gente se cansa de correr sozinho.
E eu conhecia ela bem. Sabia que ela planejava tudo, sofria em antecipação, criava expectativas do tamanho da Rússia sobre aquilo. Sabia como ela ficava sem chão quando o rumo das coisas a decepcionava, a forma como ela colocava tudo de lado e se cobria de indiferença. E também sabia como ela ficava sem chão quando não tinha algo pelo qual esperar. Todas as suas decepções estavam fundamentadas em expectativas frustradas, mas ela era movida a isso: criar milhões de possibilidades em cima de uma coisa qualquer. E ainda pior do que a decepção de ver a construção desmoronar por causa de alicerces fracos, era não ter alicerces nenhum.
Acho que era disso que ela estava falando. Ela não tinha alicerces sobre os quais construir alguma ilusão, não tinha nada para planejar e nada pelo que esperar. Chegara ao auge da indiferença, e isso, para ela, era muito.
Tinha um emprego, estudava, pais amorosos, meia dúzia de amigos e dois cachorros. Não tinha muito do que reclamar, mas não se sentia suficiente. Ela precisava de sentimentos intensos, desesperadores, arrasadores. Não sabia viver mais ou menos, com emoções pela metade e cercada de meios termos. Tinha que ser extremo, ou não ser nada. E quando o nada acontece, é quando a gente perde o norte.
“É difícil de entender” ela repetia “mas ser dominado por algo é ainda melhor do que não sentir coisa alguma”. Eu concordava. Eu sabia. Por mais que tivéssemos uma mochila de mágoas nas costas, o fardo do vazio era ainda mais pesado.
Fernanda Rodrigues
  #Meus    #textos  
Acabei de dar uma olhada aqui na esperança de ter algo novo e fui surpreendida. É ISSO MESMO? O CORUJAL TÁ VOLTANDO? :O:O \o/

Anônimo

Pensei que ninguém ia pegar essa bagunça de testes de htmls novos D: hahaha

Mas enfim, COMING SOON!! Aguardem.