zeldathemes
Todo viajante acaba se apaixonando pela estrada, mesmo quando ela deveria ser apenas um atalho, e foi isso que aconteceu.
Já dizia a minha vó: Não se deixa a raposa para cuidar do galinheiro! Da mesma forma como, ao dar uma aventura à uma aventureira, o resultado já é de se esperar.
Não consigo tirá-lo da cabeça. Talvez por que ele me beija como se já me beijasse há anos. Talvez por que me tira a roupa como se já tivesse planejado a cena algumas dezenas de vezes. Talvez por que ele estragou meu álbum preferido do Monkeys, me trazendo à memória um punhado de palavras, o cabelo molhado de suor, as estrelas de plano de fundo, o sorriso debochado, as poesias. Durante cada música.
Não consigo tirá-lo da cabeça, mesmo sabendo que eu nunca entrei na cabeça dele. Que os beijos são só beijos, que as roupas no chão só estavam repetindo o caminho de muitas outras antes, que as palavras foram, literalmente, só palavras.
Mesmo sabendo que os álbuns preferidos das bandas deles continuam os mesmos, mesmo sabendo que ele nem vai reconhecer o meu cheiro no colchão.
Agora me recordo por que resolvi desacreditar nos sentimentos, muitos anos atrás. Por que resolvi me manter à parte de tudo que permeasse os olhos, os lábios, a pele. Passei meses em estado de inércia, sem contato com nenhuma sensação além do físico, apenas fortalecendo as guardas que mantinham tudo isso do lado de fora. E em um lampejo de desespero por sentir alguma coisa, como uma crise de abstinência, resolvi sentar no cruzamento de uma estrada que deveria ser passageira.
Agora estou aqui, parada, assistindo a estrada seguir em frente e me deixar para trás.
Fernanda Rodrigues
  #Meus  
Quem não compartilha desse sentimento, que atire a primeira pedra!
s2

Quem não compartilha desse sentimento, que atire a primeira pedra!

s2

  #twoandahalfmen    #alanharper  
Hello, Ladies. I am Harry Pottah!

Hello, Ladies. I am Harry Pottah!

  #twoandahalfmen    #jakeharper  
Uma breve conclusão sobre as mulheres, por Dexter Morgan s2

Uma breve conclusão sobre as mulheres, por Dexter Morgan s2

  #lindsay    #trechos  

Preso à minha classe e a algumas roupas,

Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me’?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas,
alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.

Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas,
consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio,
paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horasda tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

A Flor e a Náusea - Carlos Drummond de Andrade
  #textos    #DrummondAndrade  
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- Eu ficava dizendo “sempre” para ela hoje, “sempre, sempre, sempre”, e ela só continuava falando ao mesmo tempo que eu, sem me escutar, e não disse “sempre” para mim. Era como se eu não estivesse mais ali, sabe? “Sempre” era uma promessa! Como é que você pode não cumprir uma promessa desse jeito?
- Às vezes as pessoas não têm noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem – falei.
O Isaac me lançou um olhar ferino.
- Tá, tem razão. Mas você cumpre a promessa mesmo assim. Amar é isso. Amar é cumprir a promessa mesmo assim. Você não acredita em amor verdadeiro?
A Culpa é das Estrelas - John Green
  #trechos    #green  
Vocês são de onde?

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  #tolkien  
Fora isso, é uma beleza de escola!

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  #jkrowling    #tirinhas  
Criatividade é de graça

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  #jkrowling  
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O PARAÍSO
das corujas, bibliófilos, traças e outros tipos de leitores.
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